Blog

As 5 maiores previsões de segurança cibernética para 2016

Por Adenike Cosgrove | 10 fevereiro, 2016

Muitos fornecedores de serviços segurança, incluindo Kaspersky e McAfee publicaram suas previsões para a indústria em 2016. Esses relatórios oferecem um relance útil (e bastante angustiante) sobre os alvos do cibercrime em 2016 – tecnologia wearables, automóveis, infraestrutura crítica. Para complementar esses dados e antecipar como as empresas irão ou deverão combater essas ameaças, compartilhamos nossas 5 maiores previsões de segurança cibernética. Elas são focadas em como estratégias de segurança cibernética empresariais irão transformar funções, iniciativas e perspectivas em 2016.

Previsão 1 – A segurança, privacidade e confiança do usuário terão mais prioridade na agenda dos CISOs.
Clientes, que normalmente não são o foco da segurança de TI, irão ocupar o topo da agenda dos CISOs em 2016. De acordo com a Forrester Research (em inglês), “Qualquer parte de seu negócio que não gere diretamente receita e crescimento está propícia a ser interrompida. Se você não pode explicar claramente e sucintamente à direção de sua empresa o porquê  de a segurança da informação ser mais do que apenas um centro de custos e por que deve tornar-se parte integral do processo que faz com que clientes confiem em sua marca, então vocês enfrentarão ou uma extinção súbita ou a morte, devido a diversos cortes de orçamento”.

Bem como a quantidade e complexidade dos ciberataques direcionados aos clientes aumentarão, o mesmo ocorrerá com a necessidade dos CISOs em obter experiência comercial. Os executivos de maior nível solicitarão ao CISO estratégias para manter a confiança do usuário e reputação da marca, que se tornaram cruciais para o resultado dos negócios. Como resultado, os clientes e sua privacidade serão, cada vez mais, considerados elementos essenciais para proteção ao longo de avaliações de risco. A proteção do cliente irá ser a base da prontidão, resposta e planejamento de recuperação da segurança cibernética.

Previsão 2 – Os CISOs buscarão defesas proativas que abordem todo o escopo do problema do phishing.
Estudos recentes mostram que ao mesmo tempo em que a educação do cliente é importante para a segurança cibernética, as marcas não podem depender dos usuários para identificar ataques cibernéticos, especialmente o phishing – 97% das pessoas ao redor do mundo não conseguem identificar um e-mail sofisticado de phishing (em inglês).
Como resultado disso, as empresas trabalharão para implementar diferentes estratégias de segurança envolvendo pessoas, processos e tecnologias. Veremos um foco contínuo em programas de conscientização de segurança, mas estratégias de segurança irão tender fortemente para a implementação de tecnologia de controles de defesa que bloqueiem ameaças antes que impactem os usuários.

Previsão 3 – Mais empresas de segurança adotarão o seguro cibernético.
Como a segurança cibernética terá mais importância na agenda de negócios, os CISOs procurarão por seguranças de negócio para lidar com os desafios da segurança cibernética. Prevemos que o investimento em seguro cibernético dispare em 2016.

Simultaneamente, avaliamos que empresas passarão a implementar as melhores e mais holísticas tecnologias, padrões e estruturas de segurança cibernética, para manter baixos os prêmios de seguros. Uma empresa que não tenha investido na implementação de padrões de autenticação de e-mail relevantes, por exemplo, terá um prêmio maior do que uma marca que o tenha feito. Ao longo do tempo, o seguro cibernético trará incríveis melhorias à segurança, dando mais capacidades às empresas de lidar proativamente com ameaças.

Previsão 4 – A inteligência de ameaças expandirá seus alcances.
Empresas dos setores público e privado de diversos setores começarão a compartilhar dados e colaborar entre si para superar os desafios da segurança. Já estamos vendo a inteligência de ameaças ganhar força em setores não mais limitados aos serviços financeiros, que são alvos tradicionais, como o varejo, em especial em março de 2014, com o lançamento do Retail Cyber Intelligence Sharing Center (R-CISC) e do Facebook’s Threat Exchange, lançado em fevereiro de 2015. Como os cibercriminosos ficam cada vez mais sofisticados, a adoção e compartilhamento de inteligência de ameaças aumentará em diferentes verticais, dando origem a novas associações e plataformas de colaboração.

Previsão 5 – Veremos maior colaboração entre segurança e outras unidades de negócio.
Assim como a segurança do cliente estará no topo da agenda do CISO, o mesmo ocorrerá com a construção de novos relacionamentos com colegas e partes interessadas de outras unidades da empresa. Para conduzir resultados através da segurança e criar relacionamentos de confiança com usuários, os CISOs precisarão ter pleno entendimento dos objetivos e desafios da empresa, bem como do papel da segurança no aumento dos negócios.

Your browser is out of date.
For a better Return Path experience, click a link below to get the latest version.